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14 de jun. de 2012

Evento RIADIS, IDA Cupula dos Povos Rio+20

Colaborando com a divulgação do evento paralelo da Riadis na Rio+20.
Anexos os documentos da IDA e da RIADIS para a Rio+20.
Abraços,
Alexandre Mapurunga


Olá a todas e todos,
 A RIADIS ( REDE LATINO-AMERICANA DE ONGs DE PESSOAS  COM DEFICIÊNCIA E SUAS FAMÍLIAS e a  ALIANÇA INTERNACIONAL DE DEFICIÊNCIA, convidam para o evento na Rio+20, no âmbito da Cúpula dos Povos, que será realizado no dia 15 de junho, no Aterro do Flamengo, na Tenda 3 – Ary Para-Raios, de 14h as 16h.
 Tema do debate: Deficiência, Acessibilidade e Desenvolvimento Sustentável.
 Em face da tardia definição da data e local do evento, contamos com a sua colaboração na divulgação desta atividade.
 Esperamos por voce.
Regina AtallaPresidente da RIADIS

Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.doc Download this file

IDA Draft document for Rio+20 - port..doc Download this file

2 de jun. de 2012

Recomendações Recebidas pelo Brasil na Revisão Periódica Universal, com foco nos direitos das pessoas com deficiência.

O Brasil foi revisado no Conselho de Direitos Humanos, em 25 de maio de 2012.
Este documento se baseia na tradução livre disponibilizada pela Conectas e nas observações feitas por Alexandre Mapurunga durante a sessão.
O Relatório Preliminar da Revisão Brasileira, em inglês, pode ser baixado aqui


México
Recomenda continuar com a implementação adequada da Convenção sobre os Direitos  das Pessoas com Deficiência, em particular no que se refere ao exercício de seus direitos políticos; Recomenda incentivar programas de oportunidades ocupacionais para idosos e reforçar as medidas para prevenir e sancionar a discriminação contra essas pessoas.


Nepal
Fortalecer a implentação dos direitos das pessoas com deficiência.
Recomenda continuar fortalecendo a seguridade social para abranger todos os segmentos da sociedade; Formular programas para a efetiva implementação do Plano Nacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência; Intensificar os  esforços para promover a participação das mulheres em atividades socioeconomicas.


Palestina
Recomenda avançar em  seus esforços a fim de  garantir igualdade plena e tratamento igualitário às mulheres e continuar a implementar o seu plano nacional de desenvolvimento; Implementar ações para lidar com problemas na educação, particularmente educação primária; Continuar a implementar o plano nacional que beneficia as pessoas com deficiência e investir maiores esforços para reduzir a discriminação contra esse grupo de pessoas e garantir sua reintegração na sociedade.


Eslovaquia
Assegurar não-discriminação efetiva a pessoas com deficiência, bem como o reconhecimento de todas as pessoas com deficiência como pessoa perante a lei; Garantir que as pessoas com deficiência em situação de abandono ou sem apoio de sua família sejam capazes de viver em comunidade de maneira não segregada, fornecendo acesso a serviços como saúde, educação e seguridade social; Alinhar completamente a legislação nacional com as obrigações advindas do Estatuto de Roma do TPI.


Espanha 
Adotar a legislação que traduza para a realidade a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.


Turquia
Pessoas com deficiência sofrem discriminação no trabalho, a despeito da política de cotas. Continuar a enfrentar a desigualdade no acesso ao emprego.


Argentina
Continuar os esforços para eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres com deficiência.


Costa Rica
Recomenda a adoção de medidas e salvaguardas para assegurar o exercício da  capacidade legal e o reconhecimento perante a lei de pessoas com deficiência em condições de igualdade; Recomenda o estabelecimento  de mecanismos para monitorar e avaliar o cumprimento de suas obrigações de direitos humanos.


Equador
Recomenda analisar a possibilidade de aplicar políticas de ação afirmativa a fim de garantir uma maior representação da mulher no poder legislativo, executivo e judiciário; 
Continuar com as políticas sociais destinadas as pessoas mais vulneráveis, em especial as mulheres, as crianças, os afrodescendentes, os povos indígenas, os idosos e as pessoas com deficiência


Japão
Recomenda que o Brasil aborde a discriminação e o preconceito contra a hanseníase em linha com os princípios e diretrizes para a eliminação da discriminação contra  as pessoas afetadas pela hanseníase e seus familiares e a resolução da Assembleia Geral pertinente.

Países como Namíbia, Botswana, Malásia, França, Indonésia e Portugal, dentre outros, ressaltaram a necessidade de apontar uma Organização Nacional de Direitos Humanos, para o monitoramento independente.


Saiba mais: http://www.inclusaoediversidade.com/2012/05/pequeno-informe-sobre-o-rpu-do-brasil.html

31 de mai. de 2012

Direitos das Pessoas com Deficiência são destacados na revisão Brasileira na ONU

ONGs brasileiras na Revisão do Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONUCaros amigos e amigas,
Como já havia adiantado, Abraça, 3in, FCD, Conectas e Riadis prepararam submissão relatando a situação e sugerindo recomendações que pudessem ser acolhidas pelas delegações na revisão brasileira no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Durante a última semana fomos para o corpo-a-corpo em Genebra, no sentido de garantir um último esforço para que a  questão da pessoa com deficiência tivesse relevância na Revisão Periódica Universal (RPU). 
De forma muito positiva, quase todos os países com que falamos fizeram recomendações relativas as pessoas com deficiência.  
Desta forma, na última sexta-feira, dia 25/05/2012, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, através da (RPU), fez várias recomendações para que o Brasil ponha em prática os direitos garantidos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD),  abrangendo temas como  não-discriminação, garantia da capacidade legal, apoio para vida em comunidade, desistitucionalização e o monitoramento independente da CDPD. 

Reunião das ONGs com a Ministra Maria do Rosário, após a revisão do Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONU
Depois da revisão, a Missão Brasileira em Genebra convidou as ONGs brasileiras e internacionais presentes no RPU para uma Reunião com a Ministra Maria do Rosário onde foi discutido como dar seguimento aos temas sugeridos na revisão.
Destaquei para Ministra e para Delegação Brasileira que todas as recomendações feitas aos Brasil, no tocante aos direitos das pessoas com deficiência, já eram obrigações assumidas com ratificação da CDPD e de seu Protocolo Facultativo.
Uma das questões levantadas em nosso relatório e incluídas no sumário preparado pelo Escritório da Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU,foi a questão no equívoco na tradução oficial brasileira do Art. 1 da Convenção. A Ministra se comprometeu em trabalhar para corrigir o equívoco em relação ao texto original. A Ministra ressaltou também que questão das pessoas com deficiência vivendo em abrigos de longa permanência está contemplada no Plano Viver sem Limites e que em breve situação não se iria ter mais no Brasil.
Eu questionei sobre o atraso de quase dois anos na entrega do Relatório de Implementação da CDPD, ressaltando que tinhamos informações de que a versão em português já estava pronta e que gostaríamos que fosse disponibilizada. A Ministra e a Embaixadora do Brasil em Genebra, Maria Nazaré Farani, sustentaram que fariam uma reunião para tratar de todos os relatórios em atraso. A Embaixadora mencionou que os próprios comitês da ONU também estão com dificuldades de dar conta dos relatórios recebidos.
A Ministra se comprometeu a manter o diálogo aberto com a Sociedade Civil durante a implementação das recomendações da UPR.
Ontem, quarta-feira, 30/05/2012,  foi lançado o Relatório Preliminar e o Brasil tem até setembro aceitar ou rejeitar as propostas.
Cabe agora à sociedade civil usar as recomendações e articular uma agenda de incidência política, para que os direitos humanos das pessoas com deficiência sejam tratados com prioridade.
Seguem:
Um forte abraço,
Alexandre Mapurunga
Assuntos Jurídicos da ABRAÇA

24 de mai. de 2012

Pequeno informe sobre a RPU (UPR) do Brasil

Amigas e amigos,
Cheguei em Genebra na  última terça-feira(22/5/2012) junto com Camila Asano (Conectas) para 13a. Sessão da Revisão Periódica Universal, na qual o Brasil vai ser revisado em seus Direitos Humanos e para qual enviamos (ABRAçA, CONECTAS, 3IN, FCD e RIADIS) uma submissão conjunta sobre direitos das pessoas com deficiência.
Ontem e hoje fizemos o trabalho de advocacy junto às missões permanentes em Genebra, para garantir que as recomendações contidas no nosso relatório fossem levadas em consideração. Dividimos o trabalho e Camila ficou responsável por atuar nas questões relativas à população carcerária, dentre outros da agenda da Conectas e eu com os relativos aos direitos das pessoas com deficiência contidos no nosso relatório.
Com o apoio de Ellen Walker, oficial de direitos humanos da International Disability Alliance (IDA),  eu pude contato com diversas delegações e esclarecer sobre o nosso informe. Algumas se comprometeram em incorporar recomendações do nosso relatório a seu texto para revisão brasileira.
Amanhã, dia 25/5/2012, às 9h da manhã em Genebra, 4h em Brasília, o Brasil vai ser revisado e poderemos ver quais países incluiram nossas recomendações e quais foram. O relatório final do Brasil vai ser adotado na próxima quarta-feira, dia 30, e então saberemos que recomendações foram aceitas pelo Brasil, se tornando um compromisso formal ante a comunidade internacional para ser cumprido nos próximos 4 anos.
É possível que amanhã, após a Sessão, a Ministra Maria do Rosário que está em Genebra faça uma reunião com as ONGs Brasileira que participaram da RPU, para discutir as questões apontadas durante a revisão.
Em tempo, as questões que trabalhamos aqui de forma prioritária foram*:
  • Atualização da legislação brasileira para estar em conformidade com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Definição de deficiência, Criminalização da discriminação baseada na deficiência, exercícip da capacidade legal);
  • Capacidade Legal - Garantir o exercício da capacidade legal, salvaguardas e a  suporte na tomada de decisão;
  • Desinstitucionalização, vida independente e inclusão na comunidade (art 19 da CDPD)
  • Melhorias no BPC
  • Mecanismo de Monitoramento Independente 

*não significam que serão recomendados pelos países ou aceitos pelo Brasil.

É isso por hora.

Um abraço,
Alexandre Mapurunga
Abraça - Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo

16 de mai. de 2012

Brasil - Revisão Periódica Universal

Olá,
A partir do dia 21 deste mês vai começar a 13ª Sessão da Revisão Periódica Universal, na qual o Brasil vai ser revisado pela 2ª vez.
Revisão Periódica Universal é o mecanismo do Conselho de Direitos Humanos na qual cada país é tem a situação dos Humanos revisada por todos os demais membros da ONU.
No final do ano passado Conectas, Abraça, FCD, 3in e Riadis preparam uma submissão acerca da situação das pessoas com deficiência, em alguns aspectos, e sugerindo recomendações para que as delegações dos outros países possam fazer ao Brasil.
Entre 21 e 26 de abril estarei em Genebra, participando de um evento paralelo pela Conectas e fazendo uma última tentativa de sensibilizar as delegações para fazer recomendações positivas acerca das pessoas com deficiência no RPU.
Nesse sentido a International Disability Alliance e Conectas já estão nos apoiando través dos seus escritórios em Genebra.
Submissão das Organizações de Pessoas com Deficiência: http://dl.dropbox.com/u/17106609/20111206_UPR13%20JointSubmission_BRAZIL_RightsofPersonswithDisabilities.doc (inglês) 
Assim que possível mando novas informações.
Abraços,
-- 
Alexandre Mapurunga
Skype: amapurunga
+55(085)9760.3180 (tim)

15 de fev. de 2012

Informativo sobre a Revisão Brasileira no CEDAW


Short report.doc Download this file
Amigas e Amigos, 
Compartilho informações enviadas por Tchaurea Fleury sobre a Revisão Brasileira no CEDAW.
Abraços,
Alexandre Mapurunga  
Car@s,
Peço mil desculpas pelo atraso em enviar informações, mas tudo tem sido muito corrido. Segue
abaixo breve relato das ações e articulações realizadas até agora.
13 de Fevereiro – Segunda-feira
As organizações da sociedade do Brasil apresentaram uma breve fala de 3 (três) minutos cada com os
pontos mais importantes dos relatórios paralelos apresentados ao Comitê.
As participações ocorreram na seguinte ordem:
1. Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Coletivo Feminino Plural -
Telia Negrão
Destacou a questão do aborto e dos direitos sexuais
2. CLADEM/Brasil, Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher -
Carmen Campos
Destacou educacao e violência doméstica
3. Instituto Brasileiro de Inovações pró-Sociedade Saudável Centro-Oeste (IBISS) – Estela Scandura
Destacou o impacto negativo dos programas de financiamento das culturas de cana de açùcar
4. Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) – Simone Cruz
Destacou a questão do trabalho e da mortalidade
5. Center for Reproductive Rights - Mónica Arango Olaya
Destacou o caso Alyne da Silva Pimentel versus Brasil, relativo à mortalidade materna
6. Coalição de Organisações de Pessoas com Deficiência – Tchaurea Fleury
Destaquei a questão do emprego, igual reconhecimento perante a lei e a violência contra as
mulheres com deficiência
Nossa apresentação exata segue em anexo. Peço a compreensão de todas e todos para o fato de
que tive que cortar coisas importantes, mas em apenas 3 minutos o desafio fica ainda maior.
Nossa apresentação pareceu ser muito bem recebida pelos membros do Comitê de uma forma
geral.
Depois da apresentação da sociedade civil brasileira, organizações de outros países que serão
revisados pelo comitê nesta mesma sessão.
Em seguida, membros do Comitê apresentaram questões aos membros das organizações da
sociedade civil. Quatro questões foram dirigidas às associações brasileiras. Uma questão sobre o caso
Alyne Pimentel, outra sobre o financiamento da cultura da cana, outra sobre um projeto da ONU
contra a violência às mulheres e a última sobre a discriminação contra as mulheres.
Duas representantes foram previamente escolhidas para responder às questões. À medida que os
membros realizavam apresentavam questões às representates dos demais países, conseguimos
articular com as “respondentes” do grupo brasileiro e a questão das mulheres e garotas com
deficiência foi incluída em duas das respostas fornecidas.
15 de Fevereiro – Quarta-feira
Em contato informal, a Relatora do Brasil (membro do comitê responsável pelo estudo do relatório
do Estado brasileiro e da sociedade civil) pediu para que cada organização presente à análise do
Brasil apresente duas recomendações específicas dos pontos mais importantes, cruciais para cada
organização ou segmento.
Assim, durante todo o dia de hoje, as representantes brasileiras reuniram-se para elaborar tais
recomendações e estudar como as recomendações de uma poderia apoiar as das demais.
O exercício se mostrou menos fácil que inicialmente pensado, pois sempre há uma concorrência de
agenda e de prioridades. De todo modo, sempre mostramos às colegas brasileiras a interação entre
seus segmentos e os direitos e violaçãos de direitos das mulheres com deficiência.
Houve muita sensibilidade e colaboração da parte das demais colegas. Contudo, não estou segura
que dentre suas recomendações haverá menção às mulheres com deficiência.
Articulação com movimentos de mulheres
Aproveito a oportunidade para encorajar o movimento de pessoas com deficiência brasileiro para
estar em maior contato com as agendas dos movimentos das mulheres, incluindo mulheres negras e
indígenas.
Diálogo informal com a sociedade civil
As 15:00, tivemos uma reunião privada e exclusiva com a Relatora do Brasil, senhora Ortega, que nos
informou como ocorrerá amanhã o diálogo informal entre membros do Comité e as representates
do Brasil, para o qual cada uma de nós terá dois minutos para abordar temas que ainda não foram
destacados ou para o qual queremos chamar mais atenção e, em seguida, os membros do comitê
farão perguntas sobre temas que queiram maior esclarecimento.
O diálogo construtivo com a sociedade civil não é aberta a outras entidades que representativas da
sociedade civil, assim, representantes governamentais não são autorizados a permanecer durante a
reunião.
Análise do Brasil
Na sexta-feira, dia 16, ocorrerá o diálogo construtivo com membros do Governo Brasileiro, e as
organizações da sociedade civil, embora possam assistir, não estão autorizadas a intervir durante a
reunião.
Conclusões parciais
Gostaria, por fim, de destacar que, apesar do reconhecimento de que as mulheres com deficiência
são sujeito de violações constantes; ainda é necessário muito trabalho de conscientização e lobbying,
por parte das associações de pessoas com deficiência junto às associações de mulheres, para que
esses direitos sejam incluídos na pauta dos direitos das mulheres de uma forma geral.
Realidade que também é presente, em maior ou menor nível, com relação aos direitos das mulheres
negras e indígenas.
Como sugestão, considerando a realidade da agenda dos direitos das mulheres até o presente
momento, gostaria de encorajar as organizações de pessoas com deficiência a:
1. Realizar capacitações sobre a Convenção das Pessoas com Deficiência em todo o país,
incluindo a possibilidade de convidar grupos diversos ao das pessoas com deficiência
2. Preparar análises orçamentárias cobrindo os âmbitos nacional, estadual e municipal que
estudem:
a) Que orçamentos (e quanto) estão sendo destinados a acentuar a discriminação e a
exclusão de pessoas com deficiência, como programas destinados às mulheres mas que
não são acessíveis às mulheres com deficiência
b) Ações que promovam os dirietos das pessoas com deficiência de uma forma larga,
dirigidas à população em geral e que devem e podem promover e garantir os direitos das
pessoas com deficiência.
Atenciosamente,
Tchaurea Fleury
IDA Secretariat
Genebra

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Tchaurea Fleury <tfleury@ida-secretariat.org>
Data: 15 de fevereiro de 2012 19:27
Assunto: Short report
Para: Francisco Alexandre Dourado Mapurunga <mapurunga@gmail.com>

Oi Alexandre, segue meu relatorio parcial em anexo. Gostaria de pedir-te para distribui-lo com as organizacoes envolvidas.
Amanha te passo todos os contatos que tenho.
Um abraço forte e excelente aniversario novamente,
Tchaurea

14 de fev. de 2012

Mulheres e Meninas com Deficiência - Relatório para o CEDAW


CEDAW briefing 1.doc Download this file
Olá,
Agradeço ao Dep. Claudio Vereza pelo interesse e tomo a liberdade de compartilhar as informações que disponho até agora de forma mais ampliada.  
Ontem às 15h de Genebra  foi apresentada na sessão do CEDAW uma declaração oral de cerca de 3 min com os principais tópicos do relatório. A declaração foi feita por Tchaurea Fleury, que é Brasileira e trabalha no secretariado da IDA em Genebra. Tchaurea me passou mensagem indicando que o nosso informe foi muito bem recebido e que passaria mais detalhes depois. 
O relatório está para download na página do Escritório do Alto Comissário Para os Direitos Humanos da ONU  http://www2.ohchr.org/english/bodies/cedaw/cedaws51.htm (procure em Brazil - Joint IDA NGOs) e texto da declaração oral segue em anexo.
Cabe ressaltar que essa foi a primeira vez que uma coalizão de entidades de pessoas com deficiência, envolvendo organizações nacionais (ABRAÇA, CVI, FRATER, 3IN, Baresi e FENEIS), regional (RIADIS) e global (IDA),  apresentou relatório específico para o CEDAW. Isso é importante pois favorece a implementação da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência em nível internacional, incluindo a pauta da deficiência na agenda desses órgãos. 
A revisão Brasileira na 51º sessão do CEDAW ainda está em andamento, estão acontecendo reuniões informais e eventos paralelos que são importantes para sensibilizar os membros do comitê acerca das questões prioritárias. Vamos aguardar saiam recomendações relativas às pessoas com deficiência do Comitê para o Governo Brasileiro, isso seria uma grande vitória. Mas própria construção e envio do relatório já foi um passo importante pelo protagonismo, temos que seguir  perfeiçoando nossa articulação nível local e incidência em nível internacional, pautando a situação das pessoas com deficiência no Brasil junto aos mecanismos de tratado da ONU e no Conselho de Direitos Humanos, inclusive o Comitê dos Direitos das Pessoas com Deficiência que monitora internacionalmente o cumprimento da CDPD pelos Estados signatários.
O Brasil está muito atrasado em seu informe inicial sobre ações tomadas para implementar a Convenção e seus resultados, é importante que se cobre que o Governo cumpra essa obrigação (Art. 35). É mais importante ainda que estejamos articulados na construção do relatório alternativo da sociedade civil.
Por hora, vamos aguardar os resultados de nosso informe ao CEDAW.
Saudações,
Alexandre Mapurunga  
Ps. Para entender um pouco mais sobre o histórico da construção desse relatório você pode acessar os seguintes links:
Em 14 de fevereiro de 2012 14:09, Gab. Dep. Claudio Vereza ;escreveu:
Boa tarde, Alexandre Mapurunga,
Sou da assesssoria do mandato do deputado Claudio Vereza e gostaria de saber se há novidades sobre o Relatório sobre a Situação das Mulheres com Deficiência a seria submetido à CEDAW neste mês de fevereiro. Recebemos suas informações e gostaríamos de divulgar em nossa redes, inclusive por meio de discurso do deputado no parlamento.
O documento foi apresentado/publicado? - caso sim, como foi e onde?, caso não porque e há previsão de publicação?
Sds.
Mônica Oliveira
Comunicação
Mandato do deputado Claudio Vereza

2 de dez. de 2011

IDA Press Release - International Day of Persons With Disabilities 3 December 2011

Encaminhando...

Olá todos,
Amanhã, 3 de dezembro, o mundo comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência com o propósito de aumentar a consciência e conhecimento sobre os direitos das pessoas com deficiência. 
Segue anexo o release de imprensa, em inglês e espanhol, preparado pela IDA em relação a esta data. 
Atenciosamente,
Cristina Campos

Dear All,
 
Tomorrow, 3rd December, the world celebrates the International Day of Persons with Disabilities with the purpose of increasing awareness and understanding of the rights of persons with disabilities.
 
Please find attached the press release, in English and Spanish, prepared by IDA in relation to this Day.
 
Best Regards,
 
Cristina Campos

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IDA Press Release on the International Day of Persons with Disabilities 3 December 2011.doc Download this file

Nota de Prensa de IDA sobre el Día Internacional de las Personas con Discapacidad 3 Diciembre 2011.doc Download this file

Mensagem de Ban Ki-moon por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3/12/2011)

Divulgando... 

Olá, amigos:

Para ser copiada e divulgada durante a celebração do DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, estou colando abaixo a mensagem de Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU. Por gentileza, repassem-na para seus amigos imediatamente.


Abraço

Romeu Sassaki

 

 

NAÇÕES UNIDAS

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Mensagem do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3/12/2011)

Tema: "Juntos por um Mundo Melhor: Incluindo Pessoas com Deficiência no Desenvolvimento"

Tradução: Romeu Kazumi Sassaki

Passaram-se 30 anos após as Nações Unidas comemorarem pela primeira vez o Ano Internacional das Pessoas com Deficiência, então focando o tema "Participação Plena e Igualdade". Durante este lapso, foram alcançados notáveis avanços na tarefa de divulgar os direitos das pessoas com deficiência e fortalecer o marco normativo internacional para a realização destes direitos, desde o Programa de Ação Mundial para as Pessoas Deficientes (1982) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006).

Cada vez mais países se comprometem a proteger e promover os direitos das pessoas com deficiência. Não obstante, muitas tarefas permanecem pendentes. As pessoas com deficiência apresentam os índices mais altos de pobreza e de privações; e a probabilidade de que não tenham atendimento médico é duas vezes maior. Os índices de emprego das pessoas com deficiência em alguns países chegam a apenas um terço dos da população geral. Nos países em desenvolvimento, a diferença entre os índices de frequência à escola primária das crianças com deficiência e os de outras crianças se situa entre 10% e 60%.

Essa exclusão multidimensional representa um altíssimo custo, não apenas para as pessoas com deficiência, mas também para toda a sociedade. Este ano, a celebração do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência nos relembra que o desenvolvimento só poderá ser duradouro se for equitativo, includente e acessível para todos. É, portanto, necessário que as pessoas com deficiência estejam incluídas em todas as etapas dos processos de desenvolvimento, desde o início até as etapas de supervisão e avaliação.

Corrigir as atitudes negativas, a falta de serviços e o precário acesso a eles, e superar outros obstáculos sociais, econômicos e culturais, redundarão em benefício de toda a sociedade.

Neste Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, faço um apelo aos governos, à sociedade civil e à comunidade internacional para que trabalhem em benefício das pessoas com deficiência e colaborem com elas, lado a lado, a fim de alcançarem o desenvolvimento includente, sustentável e equitativo em todo o mundo.

...ooOoo...

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22 de nov. de 2011

Mensagem da Presidente da IDA para o Brasil

Diane Richler, Presidente da International Disability Alliance - IDA, manda uma mensagem ao movimento de pessoas com deficiência no Brasil.
Essa mensagem foi gravada em Genebra em 16/11/2011, durante a realização do Seminário para Planejamento do Guia IDA de Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, do qual tive a oportunidade de participar representando RIADIS e ABRAÇA em função de minha participação no Programa de Treinamento IDA que aconteceu de 19 de agosto à 18 de novembro de 2011, junto ao escritório da IDA em Genebra.
Eu sugeri, e Diane assim como alguns outros membros da IDA fizeram questão de enviar mensagens dirigidas ao Movimento no Brasil, que pude gravar na ocasião e, ao passo em que eu transcrever, traduzir e legendar, vou disponibilizar.
Segue a mensagem em vídeo com áudio em inglês e legendas em português, logo abaixo a transcrição em português da mensagem da Presidente da IDA para o Brasil
Mensagem de Diane Richler, Presidente da IDA, para o Brasil.
Oi, eu sou Diane Richler e atualmete eu sou Presidente da International Disability Alliance - IDA.
Estou feliz por poder dizer "olá" para as pessoas no Brasil e explicar um pouco sobre o trabalho que a IDA vem fazendo.
Vocês talvez saibam que a IDA é uma coalizão global sobre de organizações globais e regionais de pessoas com deficiência, incluindo famílias de pessoas com deficiência intelectual.
IDA começou com as organizações globais em 1999, mas durante o processo de negociação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, com a criação do comitê Ad Hoc e da Internacional Disability Caucus, ficou claro que precisávamos de uma organização representativa maior com intuito de reunir todas as pessoas com deficiência do mundo.
Então, depois que a Convenção entrou em vigor, nós incluímos as organizações regionais e agora nós temos 13 membros.
Nosso principal objetivo é promover a  implementação da Convenção.
Nós temos escritórios em Madri, em Genebra e em Nova Iorque.
O escritório em Genebra trabalha principalmente com a infraestrutura de Direitos Humanos das Nações Unidas, enquanto o escritório de Nova Iorque trabalha mais com a parte de desenvolvimento das ONU.
Em ambos nós tentamos influenciar as agências e organizações da ONU para garantir a plena implementação da Convenção.
Nós também apoiamos nossas organizações membros no processo de capacitação para que, em nível nacional, as pessoas estejam preparadas para promover a implementação da Convenção.
Estamos muito felizes por ter envolvimento ativo das pessoas no Brasil, pessoas com deficiência e familiares, tanto no processo de negociação como também agora que estamos promovendo a implementação plena da Convenção.
Considerando o papel importante que o Brasil tem na Íbero-América,na América Latina e no Mundo, nós contamos com o movimento de pessoas com deficiência no Brasil para desempenhar o crescente e cada vez mais forte papel de promover os direitos das pessoas com deficiência no Mundo.
Diane Richler
Presidente da International Disability Alliance - IDA
Gravação, legendagem, transcrição e tradução: Alexandre Mapurunga
http://www.inclusaoediversidade.com

22 de out. de 2011

Consulta sobre a Situação das Mulheres com Deficiência no Brasil

Olá amigas/os, companheiras/os,

Peço colaboração para construção do relatório específico sobre a situação das Mulheres e Meninas com deficiência no qual estou trabalhando, aqui no Secretariado da International Disability Alliance  em Genebra e que será apresentado no Comitê para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher das Nações Unidas -  CEDAW.

O objetivo desta consulta é  identificar Leis, Políticas e Práticas  que sejam omissas quanto a situação de vulnerabilidade ou que violem os direitos das mulheres e meninas com deficiência, para garantir que a elas seja dada a devida consideração durante a revisão brasileira no CEDAW.

Ao final do processo de sistematização,  o resultado final, no qual vamos incluir as assinaturas das organizações e pessoas que colaborarem, será apresentado pela IDA  na 51ª sessão do CEDAW, que se inicia em 15 de fevereiro 2012. 

As colaborações devem ser enviada  para amapurunga@ida-secretariat.org  com cópia para vlee@ida-secretariat.org até 15/11/2011.

Segue link com documento do Word contendo mais detalhes e  questionário de orientação das contribuições

Desde já grato,
Alexandre Mapurunga

25 de set. de 2011

Prazo prorrogado - Estudo sobre a Participação das Pessoas com Deficiência na Vida Pública e Política


A consulta com intuito colher informações relevantes que servirão como base para realização de Estudo Temático sobre a Participação das Pessoas com Deficiência na Vida Pública e Política promovida pelo Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU (OHCHR*) teve prazo final prorrogado até 15 de outubro.

Mais informações clique aqui ou vá direto na página do OHCHR (em inglês).

*Sigla em inglês

17 de set. de 2011

Pessoas com Deficiência e o direito à água e saneamento

Há pouco mais de um ano a ONU declarou que água e saneamento um direito humano e recurso ambiental essencial ao pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos.

Hoje (5/9/2011), na 18ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, aqui em Genebra, houve um diálogo interativo sobre o Direito à Água e Saneamento onde a Especialista independente Catarina de Albuquerque apresentou um amplo e bem detalhado relatório sobre a realização desse direito ao redor do mundo. (download em inglês aqui).

Eu fiz uma Declaração oral durante a Sessão, em nome da IDA - International Disability Alliance, representada pela European Disability Forum.

Declaração oral de Alexandre Mapurunga represntando (IDA/EDF) Download do texto em inglês

Download do texto da declaração em inglês

 

Pessoas com deficiência, água limpa e saneamento adequato: Não discriminação e padrão de vida adequado.

A mudança de paradigma trazida pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deificência (CDPD) trás o os fatores ambientais como determinantes no conceito de deficiência e condicionantes da participação das pessoas com deficiência como sujeitos plenos de direitos humanos. Vale relembrar que o direito à água já havia sido afirmado no artigo 28 da CDPD.

A falta d'água no planeta atinge as populações e comunidades mais pobres e a pobreza, pela exclusão sofrida no acesso à educação e ao mercado de trabalho, é mais severa com as pessoas com deficiências.

Frequentemente, ações que buscam justificar da produção  a produção massiva de alimentos e o desenvolvimento,  com apoio ou permissão do Estado, acarretam um impacto bastante negativo ao ambiente e à saúde da comunidade através do desmatamento ou uso de indiscriminado de agrodefensivos e trazem muito pouca contrapartida social.

Os alimentos que mais utilizam água geralmente vão para industria de exportação (e são caros) e, devido à automação, poucos são os empregos gerados na cadeia produtiva na comunidade circunvizinha e que, como já foi ressaltado, são muitas vezes inacessíveis para as pessoas com deficiência.

Os impostos recolhidos das atividades que têm impacto sobre água, assim como demais atividades produtivas (que atividade produtiva não tem impacto na água?), são frequentemente gastos em serviços que discriminam as pessoas com deficiência, não permitindo sua participação, por não levarem em conta os critérios mínimos de acessibilidade nem o direito à adaptação razoável. Isso também frequentemente acontece nos projetos provimento água potável, banheiros e saneamento básico onde os recursos alocados não geram benefícios, ou não permitem o igual, acesso para as pessoas com deficiência.

Assim, as pessoas deficiência, incluindo mulheres e crianças com deficiência, usualmente compartilham do ônus e dos impactos da lógica que torna a água potável um bem cada vez mais raro e caro no planeta, mas são frequentemente invisíveis ou discriminadas nos projetos, programas e ações que tentam amenizar seu impacto, da mesma forma que são desproporcionalmente afetados pelo aumento do preço da água, já que, o nível de renda das pessoas com deficiência costuma ser menor do que as demais.

No Brasil ainda existem locais onde pessoas precisam caminhar quilômetros para encontrar água e a cobertura de saneamento é extremamente precária. Pessoas com deficiência ficam em uma situação de extrema vulnerabilidade e desvantagem.

Existem situações específicas, por exemplo, para muitas pessoas com lesão medular que nas atividades autocuidado precisam fazer procedimentos de cateterismo, necessitando de água, material e ambiente limpos para evitar uma grave infecção - e CDPD, reconhece o direito das pessoas com deficiência a gozarem, do mais elevado estado de saúde possível, sem discriminação baseada na deficiência.

No entanto, também existem situações de discriminação sistemática envolvendo o direito à água e saneamento, por exemplo, se a escola não tem banheiro ou bebedouro acessível a pessoa com deficiência não vai poder ou vai ter dificuldade de estudar lá, da mesma forma se os banheiros de uma empresa não são acessíveis ela vai evitar contratar pessoas com deficiência, isso redunda num ciclo vicioso de discriminação, marginalização e pobreza.

No Brasil essa é uma matéria que usualmente fica fora da pauta dos Conselhos, movimentos e gestores de políticas para pessoas com deficiência, mas é importante ficarmos atentos. Sem acesso ao justo e inalienável direito à água e saneamento os homens, mulheres, meninos e meninas com deficiência não podem ter as condições primárias para participação na sociedade em igualdade de condições.

4 de set. de 2011

Mulheres com Deficiência

Símbolo da acessibilidade estilizado, com fundo rosa, cadeirante com cabelos longos e a roda da cadeira formando o símbolo feminino.A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência reconhece que mulheres e meninas com deficiência são sujeitas a múltiplas formas de discriminação (art 6), uma das tarefas a que International Disability Alliance (IDA) se dedica é a de integrar a pauta da deficiência à dos direitos humanos de uma forma geral e, consequente, à cada discussão relevante dentro do escopo dos direitos humanos. Então, o Secretariado da IDA promove e faz a advocacia da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência não só no Comitê Específico , mas em todos os organismos de tratados de direitos humanos, inclusive o que trata dos direitos da mulher.

Na semana que passou recebi a incumbência de fazer contato com as entidades de pessoas com deficiência no Paraguai, para que elas pudessem oferecer mais detalhes sobre a situação das mulheres e meninas com deficiência e colaborar no esforço da IDA na revisão do relatório daquele país no Comitê para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW -sigla em inglês). As Organizações de Pessoas com Deficiência (OPDs ) paraguaias, já se manifestaram afirmando que uma reunião será marcada para tratar do tema

Segue o email enviado por mim e o rascunho da posição da IDA sugestões de recomendações para que CEDAW inclua nas Observações Finais(em espanhol), que poderá sofrer alterações a partir das contribuições das OPDs paraguaias:

Download Presentación de IDA para CEDAW - Paraguay

Olá,

Meu nome Alexandre Mapurunga,  do Brasil , em nível regional a organização de que faço parte ABRAÇA começou processo de filiação a RIADIS, que deve ser referendado na próxima Conferência.

Mas atualmente eu e Facundo Chavez, vice-presidente da RIADIS, estamos em um treinamento no Secretariado da IDA (International Disabity Alliance), organização internacional da qual a RIADIS é membro, e que está se esforçando para integrar a pauta dos direitos das pessoas com deficiência  a outras áreas dos direitos humanos, como forma de alavancar a realização de direitos.

Nesse sentido, informo que de 3 a 21 de outubro de 2011 acontecerá a 50ª Sessão do Comitê para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher, na qual o Paraguay será um dos países revisados.

A pedido de Victoria Lee, do Secretariado da IDA, e de Regina Atalla, presidente da RIADIS, estou encaminhando para vocês anexo o rascunho do documento da IDA com as contribuições relevantes sobre deficiência para serem consideradas nas Observações Finais do Comitê sobre o relatório Paraguaio.

Seria extremamente importante que as Entidades de Pessoas com Deficiência do Paraguay comentassem o documento, assim como também pudessem prover informações mais específicas e relevantes sobre a situação das mulheres com deficiência no Paraguay.  Estatísticas, citação de leis ou decretos, notícias ou casos de discriminação etc.  podem ser informações úteis informações que podem levar a uma recomendação por parte dos  Membros do Comitê.

Uma recomendação do Comitê pode ser uma importante ferramenta de luta para Organizações em Nível Nacional.

Assim, solicito qualquer comentário e informação que considerarem relevante até o próximo dia 15 de setembro, para o Email vlee@ida-secretariat.org com cópia para mapurunga@gmail.com.

Para qualquer outra informação ou esclarecimento, estou a disposição.

Desde já  grato,

Alexandre Mapurunga

30 de ago. de 2011

Capacitação em Direitos Humanos em Genebra

Bem amigas, amigos,
Desde de sexta-feira passada (19 de agosto de 2011) estou em Genebra, Suíça, onde devo passar três meses. Eu fui aprovado na chamada internacional do programa de treinamento da International Disability Alliance – IDA.
Crianças brincando nas fontes d'água na praça, com a escultura da Cadeira Quebrada
gigante e a sede ONU em Genebra ao fundo.  
A IDA reúne oito organizações globais e quatro organizações regionais representativas das pessoas com deficiência.  Organizações como a Inclusion International (Inclusão Internacional), World Federation of the Deaf (Federação Mundial do Surdos), The World Blind Union (União Mundial de Cegos) e RIADIS - Rede Latino Americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias, dentre outras entidades importantes que congregam organizações nacionais de pessoas com deficiência ao redor do mundo.

Para chamada internacional do programa de treinamento da IDA foram selecionadas duas pessoas, ambas da América Latina e com candidaturas apoiada pela RIADIS, Eu (Alexandre Mapurunga) do Brasil e Facundo Chavez da Argentina. O treinamento vai acontecer em Genebra, Suíça, onde ficam a sede da IDA, do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas e onde, também, se reúne o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – criado pelo artigo 34 da CDPD - que monitora internacionalmente a aplicação do tratado.

Neste período vou ter a oportunidade de entender melhor como funciona o Sistema ONU de garantia de Direitos Humanos e, mais especificamente, como acioná-lo na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Vai ser uma oportunidade também para o intercâmbio de experiências com lideranças do movimento de pessoas com deficiência de diversas partes do mundo.

Já na primeira semana começamos participamos eu, Facundo e Alex Cote (do Secretariado da IDA), como representantes da Sociedade Civil, do Workshop  promovido pelo Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas - EACDH para validar o programa de treinamento sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e  depois ficamos a cargo de apresentar uma propostar de reformular o primeiro módulo de treinamento.
Facundo e Eu, durante a apresentação no Escritório do Alto Comissariado dos Direitos  Humanos.

Hoje  estamos recebendo treinamento sobre como funciona o Sistema ONU de Direitos Humanos, Conselhos de Direitos Humanos, Escritório do Alto Comissariado, Organismos de Tratados. Tchaurea Fleury, antiga companheira de movimento no Ceará e que hoje  atua no Secretariado da IDA é que está a cargo desta tarefa. Semana que vem a expectativa é de acompanharmos  trabalho de advocacia diretamente no Conselho de Direitos Humanos acerca da força tarefa sobre acessibilidade. Então, ao que parece, serão três meses de uma rica, intensa e desafiadora troca de experiências.

Tchaurea, Eu (Alexandre Mapurunga) e Facundo Chavez no escritório da IDA em Genebra.

Minha expectativa é fazer dessa experiência uma oportunidade de aprendizado coletivo onde, na medida do possível, eu possa relatar e compartilhar as informações que tiver acesso durante o estágio, trocando ideias e impressões através das ferramentas de interatividade que a Internet proporciona e que já temos instituídas como o blog Inclusão e Diversidade, as diversas Listas de Emails, o grupo CDPD do Facebook, por aí vai... 

Espero também que quando voltar, a partir do final de novembro, esta fase de capacitação sirva para ajudar a aproximar e fortalecer e movimento de pessoas com deficiência nesse processo de participação e atuação junto aos mecanismos internacionais de defesa dos direitos humanos.

Abraços,
Alexandre Mapurunga

21 de jul. de 2011

Pessoas com Deficiência na Revisão Ministerial Anual sobre Educação do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC)

De 4 a 8 de julho de 2011 aconteceu em Genebra, a Revisão Ministerial  Anual do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) sobre os compromissos acordados internacionalmente na Educação.
Seguem destacados os resultados da Declaração Ministerial que se referem aos direitos das pessoas com deficiência e relativos à necessidade de melhorar a coleta  de dados na  educação:

"22. Ressaltamos a importância de assegurar que as pessoas com deficiência, em especial as crianças e jovens, tenham oportunidades iguais de participar plenamente na educação e na vida em comunidade, inclusive através da remoção de barreiras que impedem a realização dos seus direitos e do fomento, em todos os níveis do sistema educacional, inclusive entre todas as crianças desde tenra idade, uma atitude de respeito aos direitos das pessoas com deficiência."

"40. Reconhecemos a necessidade de reforçar a capacidade nacional para o planejamento estratégico, implementação e monitoramento e avaliação de metas qualitativas e quantitativas, conforme o caso, a fim de alcançar as metas relacionadas com a educação, o que inclui:

(A)   Melhorar a qualidade dos dados, inclusive através da coleta e análise de dados discriminados por sexo, idade, deficiência, localização e outros fatores pertinentes, a fim de, dentre outras questões, melhor beneficiar as comunidades marginalizadas ;"

A IDA (International Disability Alliance)elaborou um documento de posição sobre o direito à educação e fez uma declaração oral durante a sessão.

Seguem para download:

Para mais informações:   http://www.un.org/en/ecosoc/ .

Via: Ellen Walker, IDA Secretariat
Boa leitura...

Alexandre Mapurunga
http://inclusaoediversidade.com

27 de jun. de 2011

Estudo temático sobre o Direito à participação na vida pública e política das pessoas com deficiência (Art 29. da CDPD)

Descrição da ilustração: uma pessoa sem deficiência sobe escada do palanque para falar ao microfone, enquanto o cadeirante fica parado logo atrás, diante da escada, com uma exclamação e uma interrogação enormes sobre sua cabeça. 

Levando em consideração que a participação na vida política é um direito humano e, também, um passo importante para o desfrute de outros Direitos Humanos que compreende,  além do direito de votar e ser eleito, participação ativa nos processos de tomada de decisão nas esferas legislativa e de política publica, assim como no desenvolvimento e na assistência humanitária, o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU - OHCHR*   iniciou consulta com intuito colher informações relevantes que servirão como base para realização de Estudo Temático sobre a Participação das Pessoas com Deficiência na Vida Pública e Política.

Segundo o site do OHCHR, a solicitação oficial de contribuição está sendo enviada para Governos e Organizações da Sociedade Civil (incluindo organizações de pessoas com deficiência, organizações intergovernamentais e organizações nacionais de direitos humanos), mas o Alto Comissariado tem interesse em receber contribuições de qualquer pessoa ou organização que queira colaborar com o Estudo.

Ainda segundo o site, serão bem-vindas qualquer informações relativas a participação das pessoas com deficiência na política e vida pública e para isso foi preparado um questionário para orientar as contribuições.

O prazo máximo para o envio de contribuições é até 31 de agosto de 2011 (prorrogado até 15 de outubro).

Segue questionário do  Estudo Temático sobre a Participação das Pessoas com Deficiência na Vida Pública e Política do OHCHR, traduzido por Alexandre Mapurunga:


  1. Você tem ciência de quaisquer restrições ao direito das pessoas com deficiência a votar e ser eleito? Se sim, quais são as restrições?
  2. Você tem ciência de boas práticas para garantir que as pessoas com deficiência participem da vida política e pública em igualdade de condições com os demais?
  3. Você tem ciência de boas práticas:
    (a) para garantir a consulta ativa e estreita com as pessoas com deficiência e suas organizações representativas nos processos de tomada de decisão? Exemplos podem incluir decisões relacionadas à Política e Legislação, como também as relacionadas ao desenvolvimento e à assistência humanitária.
    (b) para promover a participação em organizações não governamentais e associações?
  1. Você tem qualquer informação sobre as formas em que as pessoas com deficiência estão envolvidas no monitoramento da Convenção? Em caso positivo, por favor forneça exemplos.
  1. Existem estatísticas e dados coletados sobre gozo dos direitos políticos por parte das pessoas com deficiência? Por favor, se possível, forneça estatísticas e dados relevantes.
  2. Sua organização está envolvida em programas de cooperação internacional relacionados com a promoção dos direitos políticos das pessoas com deficiência? Por favor, descreva de que forma esses programas são inclusivos e acessíveis para pessoas com deficiência.
  1. Você tem qualquer informação adicional que deseja fornecer?


O questionário original (em inglês) e demais informações para o envio de colaborações ao Estudo podem ser acessadas no seguinte link:
http://www.ohchr.org/EN/Issues/Disability/Pages/ParticipationPoliticalAndPublicLife.aspx

Alexandre Mapurunga
http://inclusaoediversidade.com



(* OHCHR é a sigla em inglês para Office of the High Commissioner for Human Rights, em português Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas)
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